Bocha

Dia desses eu cheguei um pouquinho antes numa reunião da comissão de formatura (leia-se cerca de uma hora) e, por estar sozinho, resolvi sair para dar uma volta. Numa cidade não tão grande como a de Botucatu não há muito o que se fazer sozinho pela rua, então acabei parando na AAB, um clube que há muito e deixei de freqüentar.

Antigamente a AAB era muito movimentada, era o “point” de encontro dos jovens durante as tardes ou outros períodos de vadiagem. Naquela hora eu estava praticamente sozinho por lá. Digo praticamente pois havia uma competição acontecendo, e não era um joguinho de pirras, era coisa de gente grande. Muito grande diga-se de passagem.

No ambiente térreo do prédio de academia havia uma porrada de velhos jogando bocha, bem animadinhos por sinal. Como eu sou um puta de um entrometido, fui xeretar no meio da competição. A impressão que tive é que eles vão lá jogar sempre, pois estava tudo num clima bem amigável, sem muita torcida, típico de competições extra oficiais.

Eu gosto de ver esses velhos que não ficam esperando os vermes numa cadeira em casa, eles pareciam mais enégicos que eu, bem legal eles não terem deixado que o tempo os empoeirasse, como tantos fazem.

Anyway, a competição de bocha era bem disputada. Ao contrário do que eu pensava, esse até que é um joguinho divertido. Confesso que eu via como o esporte de velhos: já que não podem correr com uma bola como em outras atividades, eles ficam parados jogando elas pra frente. Isso não é verdade, ou talvez até seja, mas não é um jogo chato. Tem uns caras que faziam jogadas geniais, um senhor arremessava as bolas sem tocar no chão, em cheio nas pelotas do adversário, bem bacana de se ver.

Pelo que deu para entender, o objetivo é fazer o maior número de bolas parar do lado de uma bolinha menor e cada participante tenta acertar as bolas do outro para afastá-las de pequena. Não exige muito do físico nem abusa da mente: esporte que seria ideal para mim, se eu tivesse mira e mais controle da minha força.

Eu só não consegui compreender a lógica de contagem dos pontos. O número de pontos dados não é igual ao de bolas que param do lado da pequena e eu não tenho idéia daonde surgia aquele placar. Mas tudo bem, pra um dia já foi o bastante, o placar eu entendo na próxima visita à AAB.

Bocha entrou para a minha lista de futuros esportes a se praticar. Está logo depois de Lacrosse.

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