Keep Watching

Janeiro 31, 2008

Férias são boas porque há tempo suficiente pra se fazer todas as coisas que se tem vontade sem, contudo, o contratempo de fazer as coisas de que não se tem vontade. É como comer uma tonelada de leite condensado com Nescau sem nunca engordar.

Em suma: livros, séries e filmes adoidado. Sem aula, nem trabalho, nem nada mais.

Livro: Radical Rebelde Revolucionário, Crônicas Cubanas – Alex Castro

Capa do livroTaí um livro interessante. O autor, blogueiro famoso, foi passar uma temporada em Cuba, fazendo alguns estudos para sua faculdade de Nova Órleans (nos States). Aproveitou para conhecer bem o lugar, bater um papo com cada alma viva de lá e tirar algumas fotos.

Ao voltar, reuniu suas impressões e experiências nesse e-book (que pode ser adquirido aqui, por R$20,00). O tchan da coisa é que ele não fez um estudo social, focado na verdade confirmada e comprovada. Ao contrário, o livro todo se trata de suas impressões e daquilo que os cubanos disseram ser verdade.

Não importa se é realmente assim, se há exceções, se ele errou. O que importa é que alguém esteve em Cuba e viu as coisas dessa maneira. Mais que isso: um ou mais cubanos que o apresentaram a cada aspecto local queriam que ele visse as coisas dessa maneira.

Tratados, estudos e teses sobre Cuba, a Revolução e a situação do povo tem de sobra. Até professor meu da escola fazia tese sobre Cuba. O que raramente vemos é como os própios cubanos enxergam seu país, sua história, sua cultura. Como se vive, na pele? O que deu certo e o que deu errado na Revolução? Como é a censura e a repressão?

É por responder perguntas como essas que o livro de Alex Castro vale a pena.

Filme: O Ilusionista

Esse filme conta a história de um mágico que se envolve em tramas das mais cabeludas pra conseguir viver em paz com aPôster amada de infância. O problema que separa os dois é o fato de ela ser uma aristocrata prestes a se casar com o príncipe e ele,  um bostinha.

A história meio manjada deveria ser revertida pelas mágicas mirabolantes e pela trama que vai se desenrolando em algo inimaginável. Não dá muito certo.

As mágicas são forçadas e irreais, só isso faz perder um terço da graça. O andar da carruagem, todo cheio de suspense é de fato interessante e tem curvas inesperadas, mas também não é genial e chega e ser forçado.

Um filme fraco, mas aceitável. Daquele tipo que não se precisa alugar, nem mudar o canal quando tiver passando na TV.

Filme: O Grande Truque

Por algum motivo inesperado o Universo conspirou para que eu assistisse dois filmes de mágicos em seguida. Esse segundo, porém, é bem superior ao primeiro.

PôsterAqui dois mágicos que viram inimigos logo quando novinhos passam a competir, se enfrentar, se sabotar. Inicialmente, ambos vivem simplesmente a querer superar o outro. Começam, então, a se sacanear. Acabam passando dos limites.

Num determinado momento, um deles surge com um truque magnífico e o outro tem que imitar para não ficar pra trás. Ah, tem muito mais que eu não vou contar pra não estragar o espetáculo.

Há um tom de suspense que deixa uma interrogação na cabeça do espectador desde o início. Vale alertar que é uma trama complexa, que não ocorre em ordem cronológica e ainda é cheia de gente querendo se disfarçar. Então, é melhor ficar atento ou você perde o fio da meada.

Série: Monk

Famosa e já na sua sexta temporada, essa série rende risadas em cada episódio, além de ser divertido acompanhar as investigações. É leve, com episódios quase totalmente independentes e um humor muito foda!

As manias do Monk, somadas ao seu grande intelecto e aos casos mais bizarros dá a essa atração um tom que nenhuma outra do gênero tem. Adoro.

Outros

Também assisti “Diamante de Sangue”, “À Procura da Felicidade” e li o último “Harry Potter”. Esses três, porém, são um tanto quando conhecidos e falados demais para eu ter qualquer coisa a acrescentar.


Porque não praticar boas ações

Janeiro 29, 2008

Tem coisas na vida que eu já deveria ter aprendido. Eu deveria saber que toda pipoca é ruim, independente daquele cheiro delicioso. Não adianta experimentar de novo, vai ser sempre ruim.

Deveria saber que praga de mãe sempre pega. Se ela disse que vai chover, pode levar um guarda chuva porque vai chover, mesmo que o dia esteja quente e seco ou que você more no meio do Saara.

Ah, mas tem coisas que eu deveria saber com maior intensidade. Por exemplo? Boas ações não valem a pena. Nunca. As boas ações te fodem, te jogam na sarjeta e te passam piolho. Elas são más, diabólicas, gastam a vida espreitando em busca de uma vítima desavisada que possa cair em seus golpezinhos baixos.

Eu estava já há algum tempo em meu bom caminho de tocar a vida sossegado quando, de repente, fui pego em uma arapuca. Doe sangue, Doe vida, eles disseram. E eu acreditei, tolinho.

Tudo começou aos dezessete anos. Essa é a idade em que você traça seus planos para o ano seguinte, quando uma enorme gama de possibilidades se abre com o advento da maioridade. Tem que ir no boteco e comprar uma cerveja, mesmo que você não vá beber, mesmo que você já tenha comprado outras - será sua primeira dentro do seio da legalidade.

E eu, deslumbrado com essas bobagens, resolvi que iria doar sangue. De fato quando eu entrei na maioridade, a coisa perdeu importância e foi esquecida. Hoje, porém, brotou aquele espírito carnavalesco (“Vou ajudar um bêbado acidentado”) e aceitei o convite de um amigo pra ir ao Hemocentro.

Chegando lá, já foi um enguiço pra achar onde fica o lugar. Logo quando chegamos na UNESP havia uma plaquinha dizendo “Hemocentro” com uma seta pro lado. Fácil, pensamos. Há! Vai prum lado e nada. Vai pro outro e nada. Sobe uma passagem mal feita que desemboca nos ambulatórios.

Nesse ponto a coisa começou a ficar desagradável. Eu odeio hospitais porque são cheios de gente doente e, especialmente, cheio de gente contagiosa. Ok, é neurose, mas eu sou assim e pronto. Passamos por filas e filas de pessoas que esperavam atendimento nas mais diversas áreas. Eu podia ver as infecções pulando dos doentes e correndo em minha direção. Aí vai um cara saudável, corre, pega!

Mas vá bem, sobrevivi. Entramos no hospital propriamente dito e – finalmente- achamos o tal do hemocentro. Descobri, pelas placas, que eles só trabalham até 16h30min. Eram 16h10min. Lá, todo mundo era feliz e sorridente, amável e receptivo. Já fiquei com um pé atrás! Por que raios um bando de trabalhadores poderia estar todo serelepe com uma besta que chega para tirar sangue faltando vinte minutos pro fim do expediente? Uma vítima, eles pensavam. Só podia ser isso.

A triagem da vítima (leia-se: eu) foi bem rápida: documentos, perguntinhas e picada no dedo pro exame preliminar. A partir daí fui separado do meu amigo, afinal, a caça fácil é a que anda sozinha. Fui encaminhado então para quem iria avaliar se estou saudável o suficiente para ser devorado vivo para doar sangue. A tal da mulher me perguntou se tive todas as doenças que possam existir no dicionário. Pelo menos foi fácil de responder:

Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Mas hein?! Ah, isso também não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.

Depois das perguntas era compulsório tomar um suquinho ou comer umas bolachinhas. Lembrou-me da história de João e Maria, sendo engordados pela bruxa. Bem, eu já estou em ponto de abate, então foi dispensada a jaula e tomei só um suco daqueles de sabor artificial.

Tentei enrolar nessa parte para que meu colega fosse entrevistado e pudesse se juntar a mim, mas mal havia terminado o suco e uma enfermeira chamou meu nome. Ela também estava sorridente, mas já com um olhar maligno bem aparente.

Entrei na sala e me dirigi a um homem de jaleco. Ele grunhiu. Olhei em volta para ver se só eu havia reparado que o enfermeiro estava grunhindo e realmente ninguém mais parecia se importar. Ele apertou meus braços e grunhiu de novo. Depois mais uma vez. Foi nesse ponto que me dei conta de que ele deveria estar realmente grunhindo para mim, como numa primitiva forma de comunicação ininteligível. Com algum esforço e ajuda da mímica, entendi que ele me mandava lavar o braço.

Fui até a pia e lavei meu braço direito com água e sabão vagabundo. Depois puxei o papel descartável, mas saiu muito pouco pra eu secar o braço inteiro. Puxei mais forte e caíram umas duas dúzias de folhas. Disfarcei, sequei meu braço e joguei fora o excedente de papel.

Sentei na cadeira e comecei a ser examinado. O moço prendeu uma cordinha de borracha no meu braço e começou a apalpar na altura do cotovelo, mas no lado oposto. Fuçou aqui e ali, mas não pareceu satisfeito. Foi para o outro braço e repetiu o processo. Parecendo aborrecido, voltou ao braço direito, fuçou mais um pouco e grunhiu.

Após grunhir, saiu de perto de mim e outro enfermeiro se aproximou. Esse até falava de verdade. Nessa hora eu já estava com o cu piscando, pois com certeza essa indecisão toda não podia ser coisa boa. O novo enfermeiro apalpou também, mas não consegui achar a maldita veia. Mesmo assim, resolveu tentar a sorte.

Pára a cena e vamos fazer uma reflexão: tentar a sorte no braço dos outros é moleza. Até eu faço isso! Mete-se uma agulha no infeliz e fica rodando ela até sair sangue. Infalível. Ou quase.

Pois bem, ele chegou com a tal agulha, que mais parecia uma canaleta de telhado, tão grossa que era. Enfiou a bendita no meu braço e começou a fazer movimentos com ela lá dentro. Ficava rodando a agulha, pincelando, apertando. A cena me lembrou de uma cirurgia da lipoaspiração. Dava pra ver a agulha se mexendo dentro do meu braço, levantando a pele, rodopiando. O resultado? Nada. Nem uma gota de sangue.

Eis que no meio da tortura o carrasco se apieda e pergunta:

-Tudo bem?

-Olha, tirando esse cano que você ta enfiando no meu braço e se divertindo com ele lá dentro, tudo ótimo, seu filhodeumaputamalcomida!

-Tudo sim, respondi.

E não pensem que ele se deu por satisfeito. Continuou brincando com a agulha, tentando perfurar uma veia a esmo até o braço cansar (o dele, pois o meu já estava farto há muito tempo).

Depois de tudo isso ele arrancou a agulha e disse “É, não vai dar”. Não vai dar! Eu faço uma viagem até a Unesp, ando na chuva, sou picado, entrevistado, medido, perfurado, torturado e o cara diz um Não Deu, como seu fosse a coisa mais bonitinha do mundo.

Depois ele perguntou se eu estava passando mal por causa da dor. Respondi que não. Ele deitou a cadeira, sem ouvir a resposta e me mandou descansar. Pura tática de guerra. Deitado ali eu fui capaz de ver o mesmo enfermeiro repetindo o procedimento em meu amigo para obter praticamente o mesmo resultado.

Quando alguém teve a boa vontade de levantar a maldita cadeira, nós dois fomos despachados sem dó. Saíram correndinho logo depois da gente, desligaram a TV da sala de espera, recolheram as comidinhas e foram embora. Ficamos nós dois lá, com cara de bobos, chutados depois da tortura.

Para compensar, passamos em um café e tomamos um expresso. Enquanto bebia, cuidei de memorizar as três lições do dia:

1) Jamais praticar uma boa ação propositalmente

2) Jamais tentar ser atendido no fim do expediente

3) Quando a coisa começar a feder, CORRA antes que te peguem! Se botarem a mão em você, não tem mais volta.

No final, perdi um dia e ganhei um braço dolorido. Azar dos motoristas embriagados de carnaval. Pelo menos eu não peguei piolho.


Blogs, Fóruns e um Bando de Gente

Janeiro 23, 2008

Nerd que é nerd tem amigos virtuais, participa de debates em fóruns, mantém um blog e possui vários amigos que fazem o mesmo.

É, eu sou nerd.

E como bom nerd que sou, está na hora de avaliar o que vem acontecendo nesse pequeno e gigantesco mundo on line. Tem gente nova no pedaço que merece um voto de “boa sorte” e tem também gente velha que continua fazendo bonito. Como diria Jack, o estripador, vamos por partes:

Peixe fresco:

A primeira novidade que vale ser citado é o Fórum Meia Palavra. Surgiu há pouco menos de dois meses sem temor nem acanho. Não cresceu devagarzinho, nem foi comendo território pelas beiradas. O Meia Palavra chegou chegando, chutou o balde e mostrou quem é que manda.

Nesses 60 dias de vida já tem mais de trezentos tópicos e três mil mensagens. Um Clube de leitura está fervilhando na escolha do primeiro tema e definição das regras. As discussões estão cada vez melhores!

Isso, imagino eu, é conseqüência das pessoas que foram para lá desde o comecinho. A maioria macacos velhos de outros fóruns que resolveram nerdiar em mais um território.

Epa! Acho que faltou só um detalhe: o que foi capaz de reunir toda essa gente animada em tão pouco tempo? Simples: a paixão pelos livros. Books, books e mais books! O fórum é todo sobre Literatura. Enfim, vale mesmo a pena fazer um cadastro por essas bandas.

Ah, mas não foi só o fórum que surgiu recentemente! O colega Ascagalad lançou Mire e Atire, um blog sobre aleatoriedades que vêm a sua cabeça. Bom, com layout bonito e – pasmem – até passou do primeiro post. Está sendo atualizado bem, com assuntos diversos.

Depois, Carol começou seu Toute ma vie, com posts infinitos (sometimes até mais de um por dia!) sobre sua vida, seus pensamentos e seus empregadores pentelhos. Ela ainda posta vídeos e outras coisas bacanas.

Provavelmente em um surto de inspiração, Carol entrou em mais um projeto, ao se juntar à Isabel e Sally na criação do blog That’s the Point. Com um humor descomprometido, as meninas empenham-se tiram sarro de qualquer alma viva.

Por fim, veio o amigo orc velho de guerra, Snaga, com seu blog Covil do Orc. Até agora foram só três dias de nascimento, mas já dá pra notar que ele quer fazer um blog responsa, bem trabalhado e com atualizações constantes.

Vale destacar que todos os quatro acima são do WordPress. Poisé, esse sistema vem ganhando territóio!

Velho sim, podre nunca:

Quem continua mostrando pra que veio é a Anica, com seu Hellfire Club sempre atualizado, sempre cheio dos mais diversos assuntos interessantes.

Um pouco mais devagar, porém sempre em frente, o Proview nunca largou mão do seu Livejournal, apesar de ele ter sumido do mapa desde o fim de ano.

O Fëanô surtou de vez e resolveu postar de novo lá no Domus Absurdum, depois de abandoná-lo por cerca de um ano.

A Isabel também não perdeu o ritmo e completou ontem seu primeiro ano de blog à frente do Have to Have Some Fun. Parabéns para ela!

Vou agora ver mais alguns blogs em atividade, outros do pessoal lá do Meia Palavra e, em breve, devo fazer mais um post como esse. =)

Vale lembrar que todas as dicas desse post estarão permanentemente na página “Links”.

Em tempo:

Só para aproveitar o jabá, vale lembrar que o Fórum Valinor está concorrendo ao Prêmio ibest. Para votar, basta acompanhar essas instruções. Se você leu esse blog e ainda não votou, shame on you!


What do you see?

Janeiro 17, 2008

Nos últimos tempos minhas atividades culturais estiveram em baixa. Era difícil manter um bom nível de estudos no cursinho e também dedicar-me a filmes e livros. Quando eu, por cansaço, resolvia fazer alguma coisa só por gosto, invariavelmente acaba com peso na consciência.

Bem, os últimos tempos passaram e eu voltei a ter uma vida só pra mim (entenda-se: férias). Nesse comecinho de ano pós Fuvest ainda não deu tempo de fazer muita coisa, mas pelo menos deu tempo de fazer alguma coisa.

Eis as minhas algumas coisas:

Livro: O Retrato de Dorian Gray

É difícil explicar o que achei. Um livro bom, mas com um quê de dramático que poderia ser diferente. O Doryan é um grande saco de bode, muito chato e cheio daquelas frescurinhas dramáticas nas quais eu não costumo ver muita graça. Entretanto, isso de alguma frma se encaixa no contexto, chega a fazer sentido quando certas coisas acontecem no livro. Eu diria que o melhor são as maravilhosamente detalhadas descrições do narrador, os momentos de clímax em relação ao quadro e o Lord Henry, uma personagem muito legal.

Como o livro é focado mais em diálogos, toda a graça do Lord está nas coisas que ele fala. Outras personagens também falam bem aqui ou ali, mas essa se supera!

Ainda não cheguei ao fim, mas digo que é um livro que jamais desencorajaria alguém a ler. Não está, entretanto, na minha lista de preferidos ou principais recomendados. Isso porque eu preferiria que tivesse sido conduzido de outro modo. Talvez uma degradação mais lenta e psicológica da personagem principal tornasse o livro recheado de genialidade. Mas os acontecimentos foram bruscos e Wilde perdeu uma boa oportunidade quando passava o tempo falando de supérfulos que agradavam Doryan. É uma ótima leitura para quem gosta de pensamentos ácidos e se entende bem sentimentalismos um pouco radicais.

Seguem algumas citações bacanas do livro:

“Use a capacidade que tens. A floresta ficaria silenciosa se só o melhor pássaro cantasse.”

“Oh! Os irmãos! Não ligo para os irmãos. Meu irmão mais velho teima em não morrer, e os mais novos dão a impressão de querer imitá-lo.”

“O único meio de nos livrarmos de uma tentação é ceder a ela”

“As mulheres vulgares nunca excitam nossa imaginação. Estão limitadas ao seu século. Não há magia que possa transformá-las. Pode-se conhecer a sua mente como se conhecem os seus chapéus. Podemos encontrá-las sempre. Não há mistério em nenhuma delas”.

“Você gosta de todo mundo, portanto, é indiferente a todos.”

Não consegui (claro) caçar todas as melhores pelo livro, mas fica aí um pouco do que encontrei. Enfim, um livro com passagens que me desagradam e outras que me agradam. Com certeza não se pode dizer que é mediano em alguma coisa. Além do mais, tem bons trechos que renderiam discussões interessantes.

Filme: Memórias de uma Gueixa

Um filme capaz de entreter por quase todo o tempo, mas confesso que esperava um pouco mais. Toda aquela pompa com as seis indicações ao Oscar não significou muita coisa no fim das contas.

Pode-se dizer que é um drama, digamos, exageradamente dramático. A história conta a vida de uma menina que perdeu a família e foi comprada para virar uma gueixa. Tem tudo que um bom melodrama deve ter: perdas, amor platônico que fica na corda bamba até o fim do filme, menina má que persegue a protagonista, tias malvadas que são rigorosas demais com ela, um protetor, superação pessoal, etc.

Li críticas que chamaram o filme de “Maria do bairro Oriental”. Com certeza um tanto exagerado, mas não sem seu fundo de verdade. A trama principal em si é bem manjada, com certeza, mas há uma parte divertida que é a expressão da cultura oriental com tradições desumanas com um quê de curiosas.

Enfim, acho que é o tipo de filme bem médio, que não faz mal mas também não vai deixar ninguém de boca aberta.

Série: Dexter

Acabei de ver a segunda temporada no começo desse ano. Simplesmente fantástico. Acho que é a melhor série que vi nos últimos tempos. Os 12 capítulos foram todos muito bem feitos, desde o roteiro até a execução. Dexter é perfeito como protagonista e seus problemas pessoais (que incluem o fato de ele ser um especialista forense da polícia e, nas horas vagas, um Serial Killer perseguidor de bandidos) são muito interessantes.

Com certeza recomendo! Assistam ambas as temporadas que, acredito eu, não vão se arrepender.

Série: Roma

Comecei a reassistir a primeira temporada desse seriado da HBO. Com certeza muito bom. A caracterização de época é fantástica, o enredo, os atores, acho que há poucos defeitos para se apontar aí.

A não ser, talvez, pela própria HBO que pode apontar um defeitinho interessante: a série foi caríssima e deu um prejuízo de milhões de dólares para o canal. Em entrevista na veja, porém, um produtor disse que valeu a pena. Bem, valeu mesmo: podem conferir!


Melhor Impossível

Janeiro 15, 2008

Eis, está feito. Melhor impossível, todos terão inveja! Muita inveja! Muita inveja de doer os ossos! Ou talvez não. Talvez Amir não tenha inveja, aquele velho mesquinho. Irma também, devassa das piores. Devassas não têm inveja, em geral. E Irma é extremamente devassa. A maior que conheço. Perderia para Linda, se esta ainda estivesse viva.

Linda… E ela nem era tão linda. Pais não deviam dar nomes assim aos seus filhos. Linda, Pinto, Aguiar, Castilho. Os dois últimos porque são muito feios. Castilho é outro velho mesquinho. Pai de Linda, pelo que diziam. Azar do Amir.

Magda sim, é mulher de respeito. Correu a vida com um homem só, o Luiz. Ou seria o Jonas? Droga, que isso importa agora que finalmente está feito? Acabado!

Cada micro dia valeu a pena. Se é que existem esses tais micro dias. Que coisa estranha! Aposto que aprendi com o Maurício, louco devaneado. Oras, quem faz devaneios é devaneado. Ou não. Mais uma do Maurício, decerto.

Olha! Que será isso? Parecem pontas soltas. Quiçá pareçam mais cabelos arrepiados. Como a maldita da Irna, sempre arrepiada. Foco! Será que está mesmo perfeito? Talvez não esteja tão bom. Talvez sequer esteja feito.

Sim, agora eu vejo, não está feito. Não poderia estar feito. Jamais poderia ser feito. Arre! Como é ruim! Pior impossível! Qualquer um teria vergonha disso. Muita vergonha! Muita vergonha de doer os ossos!

Menos o Amir, aquele velho mesquinho.