Férias são boas porque há tempo suficiente pra se fazer todas as coisas que se tem vontade sem, contudo, o contratempo de fazer as coisas de que não se tem vontade. É como comer uma tonelada de leite condensado com Nescau sem nunca engordar.
Em suma: livros, séries e filmes adoidado. Sem aula, nem trabalho, nem nada mais.
Livro: Radical Rebelde Revolucionário, Crônicas Cubanas – Alex Castro
Taí um livro interessante. O autor, blogueiro famoso, foi passar uma temporada em Cuba, fazendo alguns estudos para sua faculdade de Nova Órleans (nos States). Aproveitou para conhecer bem o lugar, bater um papo com cada alma viva de lá e tirar algumas fotos.
Ao voltar, reuniu suas impressões e experiências nesse e-book (que pode ser adquirido aqui, por R$20,00). O tchan da coisa é que ele não fez um estudo social, focado na verdade confirmada e comprovada. Ao contrário, o livro todo se trata de suas impressões e daquilo que os cubanos disseram ser verdade.
Não importa se é realmente assim, se há exceções, se ele errou. O que importa é que alguém esteve em Cuba e viu as coisas dessa maneira. Mais que isso: um ou mais cubanos que o apresentaram a cada aspecto local queriam que ele visse as coisas dessa maneira.
Tratados, estudos e teses sobre Cuba, a Revolução e a situação do povo tem de sobra. Até professor meu da escola fazia tese sobre Cuba. O que raramente vemos é como os própios cubanos enxergam seu país, sua história, sua cultura. Como se vive, na pele? O que deu certo e o que deu errado na Revolução? Como é a censura e a repressão?
É por responder perguntas como essas que o livro de Alex Castro vale a pena.
Filme: O Ilusionista
Esse filme conta a história de um mágico que se envolve em tramas das mais cabeludas pra conseguir viver em paz com a
amada de infância. O problema que separa os dois é o fato de ela ser uma aristocrata prestes a se casar com o príncipe e ele, um bostinha.
A história meio manjada deveria ser revertida pelas mágicas mirabolantes e pela trama que vai se desenrolando em algo inimaginável. Não dá muito certo.
As mágicas são forçadas e irreais, só isso faz perder um terço da graça. O andar da carruagem, todo cheio de suspense é de fato interessante e tem curvas inesperadas, mas também não é genial e chega e ser forçado.
Um filme fraco, mas aceitável. Daquele tipo que não se precisa alugar, nem mudar o canal quando tiver passando na TV.
Filme: O Grande Truque
Por algum motivo inesperado o Universo conspirou para que eu assistisse dois filmes de mágicos em seguida. Esse segundo, porém, é bem superior ao primeiro.
Aqui dois mágicos que viram inimigos logo quando novinhos passam a competir, se enfrentar, se sabotar. Inicialmente, ambos vivem simplesmente a querer superar o outro. Começam, então, a se sacanear. Acabam passando dos limites.
Num determinado momento, um deles surge com um truque magnífico e o outro tem que imitar para não ficar pra trás. Ah, tem muito mais que eu não vou contar pra não estragar o espetáculo.
Há um tom de suspense que deixa uma interrogação na cabeça do espectador desde o início. Vale alertar que é uma trama complexa, que não ocorre em ordem cronológica e ainda é cheia de gente querendo se disfarçar. Então, é melhor ficar atento ou você perde o fio da meada.
Série: Monk
Famosa e já na sua sexta temporada, essa série rende risadas em cada episódio, além de ser divertido acompanhar as investigações. É leve, com episódios quase totalmente
independentes e um humor muito foda!
As manias do Monk, somadas ao seu grande intelecto e aos casos mais bizarros dá a essa atração um tom que nenhuma outra do gênero tem. Adoro.
Outros
Também assisti “Diamante de Sangue”, “À Procura da Felicidade” e li o último “Harry Potter”. Esses três, porém, são um tanto quando conhecidos e falados demais para eu ter qualquer coisa a acrescentar.
Publicado por Bagrong
Publicado por Bagrong
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É difícil explicar o que achei. Um livro bom, mas com um quê de dramático que poderia ser diferente. O Doryan é um grande saco de bode, muito chato e cheio daquelas frescurinhas dramáticas nas quais eu não costumo ver muita graça. Entretanto, isso de alguma frma se encaixa no contexto, chega a fazer sentido quando certas coisas acontecem no livro. Eu diria que o melhor são as maravilhosamente detalhadas descrições do narrador, os momentos de clímax em relação ao quadro e o Lord Henry, uma personagem muito legal.
Um filme capaz de entreter por quase todo o tempo, mas confesso que esperava um pouco mais. Toda aquela pompa com as seis indicações ao Oscar não significou muita coisa no fim das contas.
Acabei de ver a segunda temporada no começo desse ano. Simplesmente fantástico. Acho que é a melhor série que vi nos últimos tempos. Os 12 capítulos foram todos muito bem feitos, desde o roteiro até a execução. Dexter é perfeito como protagonista e seus problemas pessoais (que incluem o fato de ele ser um especialista forense da polícia e, nas horas vagas, um Serial Killer perseguidor de bandidos) são muito interessantes.
Comecei a reassistir a primeira temporada desse seriado da HBO. Com certeza muito bom. A caracterização de época é fantástica, o enredo, os atores, acho que há poucos defeitos para se apontar aí.

