No natal retrasado eu pedi ajuda em meu blog para comprar um MP3 player. Acabei não achando nada que me interessasse entro daquilo que podia pagar. Como a paciência é uma virtude, resolvi esperar um teco.
Esses dias eu estava sapeando lá pelo navenet.com e vi algo que me chamou a atenção: um Creative Zen Xtra Silver. Eu quero esse mp3. Simplesmente quero, mas, como é pressuposto para quase todas as coisas que queremos, eu não posso ter.
Na verdade, se eu pudesse ter teria escrito que tenho esse MP3, não que o quero, mas, wathever… Ele está bem barato no site, cerca de R$400.00, em vez dos salgados R$1200.00 pedidos no mercado nacional. Eu tenho alguém que o busque no Paraguai e tenho também confiança nessa pessoa.
Agora só falta o dinheiro. Ou parte dele, pelo menos. Acho que vou guardar o que ganhei no natal, somar com o que ganharei no meu aniversário e, só então, adquirir o tal MP3. Uma pena, tenho de esperar ainda mais alguns meses… Até lá, ficarei namorando ele.
Eis aqui este sambinha,
Feito numa nota só
Outras notas vão entrar,
Mas a base é uma só
Esta outra é conseqüência,
Do que acabo de dizer
Como eu sou a conseqüência,
Inevitável de você
Quanta gente existe por aí,
Que fala fala e não diz nada,
Ou quase nada
Já me utilizei de toda a escala,
E no final não deu em nada,
Não deu em nada
E voltei pra minha nota,
Como eu volto pra você
Vou contar com a minha nota,
Como eu gosto de você
E quem quer todas as notas,
Ré, mi, fá, sol, lá, si, dó
Fica sempre sem nenhuma,
fique numa nota só
Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados tem o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também tem um coração
Fotografei você na minha Rolley-Flex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Ele é o maior que você pode encontrar
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito
Bate calado, que no peito dos desafinados
Também Bate um Coração
Tall and tan and young and lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, each one she passes goes – ah
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
(ooh) but I watch her so sadly
Ah, porque tudo é tão triste
Yes I would give my heart gladly
But each day, when she walks to the sea
She looks straight ahead, not at me
Tall, (and) tan, (and) young, (and) lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, I smile – but she doesnt see (doesnt see)
Por causa do amor
She just doesn’t see
Nem olha pra mim
She just doesn’t see
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol, É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira, Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira, É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira, É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira, Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão, É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho, No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, É a luz da manhã,é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada, É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama, É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um resto de mato,na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José, É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho
Não, eu não pretendo falar daquilo que vou fazer em 2007. Até porque geralmente nunca se faz aquilo que se diz que vamos fazer no novo ano.
Na verdade, é sobre isso que quero falar: o que eu não fiz em 2006. Ou melhor, o que fiz e foi diferente daquilo que tinha dito que ia fazer.
Explico: no dia três de janeiro de 2006, eu fiz o post “O primeiro post do ano“, onde citei aquilo que queria para esse período que começava. Agora, verei o que fiz e o que não fiz daquilo que escrevi.
Em primeiro lugar, minha visão sobre o Ano Novo mudou um pouco. Tornei-me mais pragmático e não sei se me importo com a esperança que essa festa traz. Gosto é da festa, e podemos parar por aí.
Depois, eu não emagreci. Disse que “definitivamente” eu ia emagrecer, mas não fiz isso. Na verdade, eu nem tentei. Mudei esse plano “para o ano que vem” e pretendendo executá-lo…
Porto Seguro foi, realmente, A Viagem. A melhor semana de minha vida. Com certeza foi diferente do que eu esperava, mas não pior. Se pudesse retomar apenas uma semana de meu passado, seria essa.
Eu não estudei. Queria de verdade me esforçar para entrar na USP, mas preferi festejar o ano todo (sim, essa frase tem ecos, mas eu estou com preguiça de mudar). Nada de estudo. Mesmo assim, passei para a segunda fase da FUVEST e – quem sabe? – tenho até uma vaga chance de entrar na faculdade…
Aliás, decidir o que fazer da vida foi outra coisa que me tomou menos tempo do que imaginava. Levei os exatos cinco minutos que precediam o fim do período de inscrição para o vestibular para decidir isso. E, sabem, não creio que escolhi mal…
Eu pensava que seria muito triste o fim deste ano, com a separação da turma e tudo mais. Aconteceu, porém, de ser uma época muitíssimo feliz. E eu não quero a escola de volta. Foi legal e tudo, mas passou e agora deve ficar somente na lembrança.
Ah, e vale comentar como foram perfeitas as festas de formatura, da qual fui parte da comissão organizadora.
Continuei o post com previsões sobre o mundo (que pretensão!). Errei feio. O Lula ganhou, é vergonhoso, mas ganhou.
O planeta deu um grande passo em direção ao buraco. Achei que ia continuar mais ou menos o mesmo lixo, mas não! Vejo hoje que pioramos drasticamente.
Por fim, acertei (e nem tinha como errar) que as guerras vividas não iriam encontrar seu fim neste ano. As tropas americanas continuam no Iraque, Saddam foi executado, o PCC e algum outro grupo do RJ botaram as manguinhas para fora, etc.
Concluí dizendo que nem o mundo, nem minha vida teriam grandes melhoras. Errei de novo. O mundo piorou, verdade, mas minha vida foi bem melhor. Talvez seja sensato acabar o texto com a mesma previsão pessimista do ano passado: o que virá pela frente vai ser barra.