Que que ta havendo?

Junho 2, 2008

Algumas vezes a gente fica pensando sobre o que os outros estão pensando. Mais interessante ainda é pensar sobre o que os outros estão pensando acerca do que nós estamos pensando.

Pois sim, queria saber o que todo mundo pensa quando eu morro de rir sozinho no laboratório de informática. Toda esse gente séria, fazendo trabalhos sérios e me olhando de esguelha com uma cara estranha enquanto eu passeio pelos blogs mais bem escritos da internet.

Querem saber o que eu penso nessa hora? Que se foda. É, estamos aí. De volta. Pelo menos enquanto a censura permitir…

 

Em tempo:

Download Day 2008
 


Just Kidding

Maio 31, 2008

Monte seu CD!

1. O título desse verbete aleatório da Wikipedia será o nome da sua banda.

2. As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações formarão o nome do seu disco.

3. A terceira foto dessa página do Flickr será a capa do seu disco.

Gostei. Montei meu primeiro disco com a banda peTTiT. :)

Não deu pra fazer uma montagem legal, que não tenho photosho nesse PC. Fica a brincadeira pra todo mundo fazer também!

(Peguei no blog: Jesus, Me Chicoteia! )

 

P.S.: Só para descontrair enquanto não volto a postar….

P.P.S.: O WordPress está very very bizarro…


Óbito do Autor

Maio 18, 2008

Se o Machadão estivesse zanzando aqui por essas bandas, poderia olhar pro meu blog e dizer: “Há! Eis mais um que me copia”. Mas, sei lá, talvez o autor não tenha morrido, talvez ele esteja em outro lugar, bem longe de uma banda larga, talvez ele esteja morrendo mesmo por vontade de voltar. Ou talvez não.


Bye, Bye, Botucatu

Fevereiro 9, 2008

Pessoal, minhas aulas na PUC começam segunda-feira agora. Como ainda não tenho um lugar definitivo pra ficar, eu não devo entrar na internet em dias de semana, pelo menos até eu me acomodar.

Sábado ou domingo (talvez ambos) postarei de novo.

Aliás, desejem-me sorte na mudança para Sampa. =)


Se eu fosse…

Fevereiro 7, 2008

O meme bloguístico sobre literatura já passou por vários lugares. Agora, minha vez:

 Se eu fosse…

… um livro, seria: O Guia do Mochileiro dos Galáxias (Douglas Adams).


… um herói, seria: Don Vito Corleone, O Chefão (Mário Puzo). Herói da italianada porque conseguia fazer o que tinha que ser feito na hora que tinha que ser feito, sem perder a cabeça. Eu ainda chego lá.


 … um vilão, seria: Melkor, O Silmarillion (JRR Tolkien): pois eu tentaria plantar minha vilania em outros, como forma de perpetuá-la.


… uma personagem secundária, seria: Benjamim, A Revolução dos Bichos (George Orwell). Gosto de como ele ficou na dele, cético, sem ser enganado.


… um espaço, seria: Provavelmente a Europa medieval.


… um narrador, seria: O narrador de O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams)


… um gênero, seria: Ficção, mais pro lado da fantasia.


… um tempo, seria: Tempo de discurso, aquele que depende do narrador. Seria mais cronológico, só que com algumas omissões e pausas. (Considerando essas classificações de tempo)


… uma frase de um livro, seria: “Incredible… it’s even worse than I thought it would be” (do Marvin, no Guia)


… um escritor, seria: Gosto do estilo de Umberto Eco, que não se esconde nem se exibe. É engajado, participa da mídia, mantém projetos acadêmicos e não sofre de estrelismo.


… uma escola literária, seria: Modernismo (lá pra segunda e terceira fases)


… uma capa de livro, seria: Uma do Saramago, editora Companhia das Letras (fodonas, mas sem firulas)

Enfim, retirei alguns itens que não sabia como responder, aí está o resultado final.

Pelo visto eu tenho que indicar três pessoas pra seguir a corrente. Vai pro Snaga, pro Asca e pra Isabel então. =]


O Planeta Que Não Derrete

Fevereiro 4, 2008

Dia desses estava lendo um post sobre aquecimento global lá no blog do Menegroth e parei pra pensar pela primeira vez em algum tempo sobre minha opinião a respeito do assunto.

Digo primeira vez em algum tempo porque eu já havia cansado de discutir ecologia. Discordar de todo mundo é algo desgastante. Atualmente é impregnado no senso comum que estamos prestes a destruir nosso planeta. Todo mundo sabe que o aquecimento vai nos fritar em alguns anos, sabe que em duas décadas não vai mais ter água, sabe que a variedade de espécies tende a diminuir.

Quando as pessoas todas sabem demais, sabem tanto que acreditam sem protestar, sabem tanto que qualquer opinião contrária é descarta, eu sinto cheiro de perigo no ar.

A questão da defesa do meio ambiente tem, sim, seu lado obscuro. Censura, medo, ilusão, dinheiro: tudo isso está relacionado à opinião pública de uma maneira surpreendente.

Censurados são todos os que falam contra a palavra comum. Diversos estudiosos sérios foram impedidos (por falta de permissão ou financiamento) de continuar estudos que punham dúvidas sobre esse cenário de catástrofe ou que limitavam a participação humana na mudança do mesmo.

Há uma corrente científica que prevê o aumento da biodiversidade em decorrência do efeito estufa. O argumento é que a temperatura mais alta contribui para que mais espécies possam habitar certos ambientes. Por exemplo, comunidades marinhas podem estar se formando na água derretida de Icebergs, mais quente do que a água polar.

Outros ainda dizem que o planeta já passou por mudanças de temperatura muito antes do homem sequer sonhar com o Paleolítico. Indícios mostram que o mar já esteve em locais hoje muito altos ou que a terra atualmente submarina já foi habitada. Mais de uma vez o planeta congelou e esquentou.

Agora eu pergunto: quantas pesquisas sérias nesse sentido são incentivadas? Quantas alternativas dessas são mostradas pela mídia? Assumir um ponto de vista ignorando os poréns não pode ser perigoso?

Pois bem, como todos pareceram escolher o lado dramático da destruição ambiental, eu sempre militei pelas idéias opostas a este. Oras, quando há muita gente lutando num exército, o inimigo deve usar alguns reforços, senão o mundo todo será dominado em pouco tempo.

E foi ao conhecer idéias que me dei conta de outro aspecto: o medo. É fato, o mundo está com o cu na mão. Na verdade, sempre esteve.  Todas as épocas tiveram sua grande tragédia grega. Sempre houve um inimigo que causaria o fim do mundo, uma data da qual não se poderia passar, uma doença que iria dizimar a humanidade. Eu creio que se pudéssemos voltar mil anos no passado e perguntar a um morador de então quanto tempo ele acha que o planeta duraria, nós não estaríamos na previsão dele.

Isso porque a sociedade faz questão de se sentir importante, achar que é fundamental para o futuro. Acreditamos, da mesma forma que nossos antepassados, que nós somos o fator decisivo do maior momento da história. Ninguém considera uma reviravolta que mude tudo sem grandes sofrimentos. Mais ainda: ninguém considera que o planeta pode dar sua reviravolta sozinho e nós sobrarmos para espectadores.

Ah, pois bem, o aquecimento global é nosso carma, nosso grande temor. É até feio não ter medo dele! Mesmo as pessoas tradicionalmente mais desligadas estão comprando cadeiras de papel higiênico reciclado porque acreditam que isso as pode salvar.

Aliás, o terrorismo psicológico vai além da salvação pessoal – já estão colocando a família no meio da bagunça. Dizem que nós vamos condenar nossos filhos e netos a um mundo mais seco que célula plasmolizada. É verdade? Não se sabe, mas quem tem coragem de arriscar o futuro das crianças? Na dúvida, melhor comprar tomate orgânico.

Exatamente por essa brecha que o medão abriu no peito das pessoas (peito, para não especificar um lugar mais próprio) que uma infinidade de instituições resolveu sugar dinheiro alheio. A madeira certificada custa mais caro que a madeira normal, mas é para o bem do mundo então ta valendo. O qualquercoisa com suco de piroca marapuama tem gosto de vômito, mas, vá! é tão saudável.

Sabe aqueles hippies que não ligavam para dinheiro e, por isso, viviam de vender colarzinho de semente de melancia e roupa marrom? Poisé, eles ficaram ricos. Hoje em dia todo mundo acha lindo andar com bagaço de melancia no pescoço e – pior- acha lindo o marrom-cocô. Por algum motivo, verde e marrom-cocô são as cores da ecologia.

Voltemos ao raciocínio: por que os mesmos hipongas um dia crucificados pela sociedade hoje vendem como água suas cadeiras marrom-cocô? Por que as pessoas resolveram trocar confortáveis poltronas acolchoadas por troninhos feitos em fibra de bambu?

A cultura do medo se tornou tão institucionalizada que fez o mundo todo olhar para o marrom-cocô como se fosse o pretinho básico. Foi incrustado na cabeça do povo que somente ao comprar produtos ecologicamente corretos, o mundo seria salvo.

Essa idéia é muito mais ampla do que hippies ricos. Atualmente, tudo o que é produto apela nesse sentido. Já pensaram quanto dinheiro iria se perder caso os produtos voltassem ao preço que tinham antes de sofrer as necessárias mudanças para se salvar o mundo?

Para mim, esse é o maior impedimento à compreensão da realidade. Acabar com a idéia de uma futura catástrofe seria o mesmo que comer a Galinha dos Ovos de Ouro ensopada com batatas. Simplesmente não é viável.

Manter a população em constante pavor, conhecendo apenas parte da verdade já é um objetivo comum de tanta gente que o fato chega a dar medo por si só.

Eu não digo que a sociedade deva parar de se preocupar com o meio ambiente, nem digo que nada vai acontecer em relação a este. O que eu insisto e bato o pé é para a possibilidade de se ouvir opiniões diversas. Não acredito que o mundo guiado por uma só opinião tenha futuro. Se cada nova idéia [revolucionária] definhar na amargura, nós nunca vamos poder olhar com clareza para nosso próprio planeta.

É claro que devemos preservar a natureza e mantê-la o mais próximo possível de seu original, mas devemos também olhar com cuidado para outros aspectos. A corrupção continua aí. O crime não dá trela. Nossa sociedade vai resistir à desigualdade e às guerras?

Não importa, né mesmo? Contanto que a temperatura não suba, a gente fica feliz. Feliz e pagando a conta.


Keep Watching

Janeiro 31, 2008

Férias são boas porque há tempo suficiente pra se fazer todas as coisas que se tem vontade sem, contudo, o contratempo de fazer as coisas de que não se tem vontade. É como comer uma tonelada de leite condensado com Nescau sem nunca engordar.

Em suma: livros, séries e filmes adoidado. Sem aula, nem trabalho, nem nada mais.

Livro: Radical Rebelde Revolucionário, Crônicas Cubanas – Alex Castro

Capa do livroTaí um livro interessante. O autor, blogueiro famoso, foi passar uma temporada em Cuba, fazendo alguns estudos para sua faculdade de Nova Órleans (nos States). Aproveitou para conhecer bem o lugar, bater um papo com cada alma viva de lá e tirar algumas fotos.

Ao voltar, reuniu suas impressões e experiências nesse e-book (que pode ser adquirido aqui, por R$20,00). O tchan da coisa é que ele não fez um estudo social, focado na verdade confirmada e comprovada. Ao contrário, o livro todo se trata de suas impressões e daquilo que os cubanos disseram ser verdade.

Não importa se é realmente assim, se há exceções, se ele errou. O que importa é que alguém esteve em Cuba e viu as coisas dessa maneira. Mais que isso: um ou mais cubanos que o apresentaram a cada aspecto local queriam que ele visse as coisas dessa maneira.

Tratados, estudos e teses sobre Cuba, a Revolução e a situação do povo tem de sobra. Até professor meu da escola fazia tese sobre Cuba. O que raramente vemos é como os própios cubanos enxergam seu país, sua história, sua cultura. Como se vive, na pele? O que deu certo e o que deu errado na Revolução? Como é a censura e a repressão?

É por responder perguntas como essas que o livro de Alex Castro vale a pena.

Filme: O Ilusionista

Esse filme conta a história de um mágico que se envolve em tramas das mais cabeludas pra conseguir viver em paz com aPôster amada de infância. O problema que separa os dois é o fato de ela ser uma aristocrata prestes a se casar com o príncipe e ele,  um bostinha.

A história meio manjada deveria ser revertida pelas mágicas mirabolantes e pela trama que vai se desenrolando em algo inimaginável. Não dá muito certo.

As mágicas são forçadas e irreais, só isso faz perder um terço da graça. O andar da carruagem, todo cheio de suspense é de fato interessante e tem curvas inesperadas, mas também não é genial e chega e ser forçado.

Um filme fraco, mas aceitável. Daquele tipo que não se precisa alugar, nem mudar o canal quando tiver passando na TV.

Filme: O Grande Truque

Por algum motivo inesperado o Universo conspirou para que eu assistisse dois filmes de mágicos em seguida. Esse segundo, porém, é bem superior ao primeiro.

PôsterAqui dois mágicos que viram inimigos logo quando novinhos passam a competir, se enfrentar, se sabotar. Inicialmente, ambos vivem simplesmente a querer superar o outro. Começam, então, a se sacanear. Acabam passando dos limites.

Num determinado momento, um deles surge com um truque magnífico e o outro tem que imitar para não ficar pra trás. Ah, tem muito mais que eu não vou contar pra não estragar o espetáculo.

Há um tom de suspense que deixa uma interrogação na cabeça do espectador desde o início. Vale alertar que é uma trama complexa, que não ocorre em ordem cronológica e ainda é cheia de gente querendo se disfarçar. Então, é melhor ficar atento ou você perde o fio da meada.

Série: Monk

Famosa e já na sua sexta temporada, essa série rende risadas em cada episódio, além de ser divertido acompanhar as investigações. É leve, com episódios quase totalmente independentes e um humor muito foda!

As manias do Monk, somadas ao seu grande intelecto e aos casos mais bizarros dá a essa atração um tom que nenhuma outra do gênero tem. Adoro.

Outros

Também assisti “Diamante de Sangue”, “À Procura da Felicidade” e li o último “Harry Potter”. Esses três, porém, são um tanto quando conhecidos e falados demais para eu ter qualquer coisa a acrescentar.


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